|
Todos os animais tem que regular a sua temperatura. Os pecilotérmicos, ou seja, os que a regulam por meios externos, os chamados de "sangue frio", quando estão com hipotermia: falta de calor, se colocam ao sol para aquecerem-se. Se estão quentes demais escondem-se na sobra. Os Homeotérmicos, ou seja os de "sangue quente" quando então com frio se aninham, se protegem do vento, tremem para que o tremor muscular os esquente. Se estão com calor, ai precisam de alguma forma jogar fora o excesso de energia, perder temperatura, perder calor. Nós humanos, por exemplo suamos pela pele.
Os Canídeos: cães e lobos, não suam pela pele, perdem calor pelo trato respiratório. Quando um cão está arfando, com a língua para fora, respirando rapidamente, não está com sede, mas sim suando, inspirando ar frio e expirando ar quente e úmido jogando fora o seu excesso de calor.
Bem, nunca veremos um cão com marcas de suor nas axilas, mas será que esta técnica de perder calor é realmente eficaz??? Vamos pensar nos inconvenientes: Além de suar, os pulmões dos cães precisam trocar CO2 por O2, lógico, tem que respirar. Ocorre é que quanto mais rápido respira, mais transpira, mais troca calor, então o seu sistema de resfriamento funciona bastante bem.
O problema é que respirando muito rápido as inspirações e expirações são curtas, insuficientes para a troca efetiva de O2 e CO2 . Sabemos que nesta situação o volume de ar trocado não é suficiente nem para preencher se quer um terço da traquéia do animal. Boas trocas gasosas são conseguidas com profundas respirações.
Veja quanto tempo você consegue ficar arfando bem rápido, abra a boca e
fique arfando como um cão. Ainda que esteja respirando, você notará certa tontura, falta de ar, hipóxia. Agora respire fundo, dez vezes, lentamente, você também notará uma outra tontura, é o excesso de ar, a hiperventilação.
Existem profissionais que precisam trabalhar com o seu cão, fazer uma banho, uma tosa, ou até mesmo uma consulta veterinária, e alguns cães mordem. Para sua segurança, estes profissionais tem de amarrar a boca dos cães.
O que acontece quando se amarra a boca do cão em um dia quente, e além disto o animal começa a se bater é que ele estará com reduzida capacidade de troca de temperatura e gases. Com isto se acumulará o excesso de calor e a faltará de O2. Começa a arfar, mas como a boca está amarrada, não consegue trocar ar, a temperatura de seu organismo sobe, aumenta a necessidade de perder calor, arfa ainda mais, não faz boas trocas gasosas e acaba entrando em colápso respiratório podendo até chegar a óbito por síncope cardíaca-respiratória.
Evita-se isto amarrando a boca do animal aberta, ou seja, pega-se um cano de um terço a um quarto do comprimento do focinho: êmbolo de uma seringa sem fundo, um pedaço de cano de pvc, e coloca-se na boca do cão com a abertura no sentido da passagem de ar, e então podemos amarrar sua boca. Quando ele arfar o ar encontrará livre passagem, e sem que os dentes encontrem o dedo do tosador.
Neste sentido a aplicação por médico veterinário e autorizada pelo proprietário de um ansiolítico, um calmante é recomendada aos mais agitados, pois evita este síndroma, aumenta a segurança do tratamento a ser feito.
O quadro descrito: colapso respiratório do cão amordaçado é uma das
principais causas de óbito em cães em casas de banho e tosa.
Vale a pena lembrar que dentes sujoscom tártaro, periodontites, tem muita ligação com a principal causa de letalidade canina: DRC (Doença Renal Crônica), com endocardites, por isto, recomendamos a escovação dos dentes de cães e gatos, macacos e outros com pastas de uso veterinário ou com as de uso humano, tipo Ação Total ou Anti Tártaro Com Peróxido
|